A Trocas & Baldrocas apresenta o Fórum das Mamãs!! - E dos papás também, é claro!!

Segunda-feira, Janeiro 03, 2005

Gravidez - Uma Tristeza

Apesar de toda a alegria que sentimos quando geramos um novo ser, há também alturas em que se torna complicado para um grávida toda a situação da gravidez. Sei que nem todas passam pelo mesmo, mas não sou a única.
Muitas vezes me passou pela cabeça pensamentos menos bons durante toda a gravidez e transcrevo aqui alguns deles que muitas se identificaram de certeza, apesar de que poucas o admitem.
Mas temos que ver pelo lado positivo, estes pensamentos são fruto de um descontrolo hormonal próprio da gravidez, que nos torna mais sensiveis, que nos cansa, que nos torna carentes de afecto, receosas do futuro; para muitas grávidas como foi o meu caso, achamo-nos feias e gordas e precisamos constatemente que nos tranquilizem e nos certifiquem que continuamos lindas.
Se por um lado temos uma grande força para aguentar ir ao médico todos os meses, fazer não sei quantos exames, de jejum, com a bexiga cheia, tirar sangue, sentira as grandes e grossas mãos da ginecologista a medir a barriga, o toque que ás vezes é doloroso, e outras coisas chatas e dolorosas. Por outro lado voltamos a ser crianças desprotegidas, chorosas, com as emoções á flor da pele, que nos leva a navegar em pensamentos muito negativos.
Muitas vezes me passaram pela cabeça coisas do género:
- Se calhar deveria abortar!
- Será que vou ser uma boa mãe?
- E se não for prefeito, abandono-o? Serei capaz de o amar assim?
- Será que vou gostar do meu filho?
- E se o achar horroroso?
- E se não for capaz?
- E se o pai não gostar da criança, opto por quem?
- Não aguento, vou desistir!
- A minha vida está uma me.... a culpa é dele!!!!!
E muito mais coisas.

Hoje sei a resposta para todas as perguntas, tenho a certeza que a minha filha é o que de melhor tenho e sei que me ama e eu a ela incondicionalmente.
Deixo um conselho. Por piores que sejam os vossos pensamentos nessa altura, não deixem de os partilhar com alguém, torna-se mais fácil suportar e encontrar respostas.
Um beijinho,
Cláudia



16 Trocas no post:

  • At 12:46 PM, Blogger Susana said…

    A tristeza é tão natural como a alegria e não há de quê sentirmo-nos culpadas por não estarmos sempre alegres e felizes só porque estamos grávidas. Devemos de nos dar ao direito de sermos humanas e de aceitar a tristeza como aceitamos a alegria. As dúvidas, os medos são naturais na gravidez e garanto que não desaparecem numa segunda gravidez.

     
  • At 6:54 PM, Blogger Trocas e Baldrocas said…

    Susana, acredito que as dúvidas não desaparecem, transformam-se em outras dúvidas e é uma bola de neve. Todos os dias como mãe me interrogo se estou a fazer o correcto. Quero sempre fazer melhor e ás vezes me sinto impotente, acho que todas nos sentimos um pouco assim. Um beijinho, Cláudia

     
  • At 10:17 PM, Blogger Elisângela said…

    Oi, meu nome é Elisângela. Estou grávida de 3 meses e por mais que procuro ficar feliz, não consigo. Não foi planejado. Tinha outros planos. Meu marido ficou muito alegre com a notícia, procurou me agradar de todas as formas e tudo o que faço é rejeitá-lo e chorar. Isso quando não me estresso e começo a chingá-lo e maltratá-lo.
    Não vejo graça em roupas para bebês, em brinquedos, em ecografias, em nada.
    Minha família está radiante mas eu não. Penso num monte de coisas ruins. Se vai nascer perfeito ou não. Se ele e eu seremos bons pais. Se vou continuar casada. Se ele não vai me trair. Se saberei educá-lo... é tanta coisa.
    O que faço? Me ajudem por favor!!!

     
  • At 10:18 PM, Blogger Elisângela said…

    Oi, meu nome é Elisângela. Estou grávida de 3 meses e por mais que procuro ficar feliz, não consigo. Não foi planejado. Tinha outros planos. Meu marido ficou muito alegre com a notícia, procurou me agradar de todas as formas e tudo o que faço é rejeitá-lo e chorar. Isso quando não me estresso e começo a chingá-lo e maltratá-lo.
    Não vejo graça em roupas para bebês, em brinquedos, em ecografias, em nada.
    Minha família está radiante mas eu não. Penso num monte de coisas ruins. Se vai nascer perfeito ou não. Se ele e eu seremos bons pais. Se vou continuar casada. Se ele não vai me trair. Se saberei educá-lo... é tanta coisa.
    O que faço? Me ajudem por favor!!!

     
  • At 5:38 PM, Anonymous Anónimo said…

    estou muito triste. estou gravida do meu 2° filho, meu marido nao quis mais ficar comigo, estou sozinha. nao sei o que fazer, tenho medo. ja rejeitei varias vezes essa criança mas, ela nao tem culpa. preciso de ajuda, de conselhos que me façam sentir melhor. estou com medo. me ajudem.

     
  • At 10:54 AM, Blogger Trocas e Baldrocas said…

    Caras Amigas,

    Todos esses pensamentos são naturais, são devidos á situação de instabilidade que se encontram.
    Em principio passará depois da gravidez quando as hormonas começarem a acalmar.
    Atenção, deitem cá para fora toda essa negatividade não guardem para vocês pois pode vir a tornar-se numa depressão. Mesmo que as pessoas em volta não achem piada ao vosso desabafo, desabafem com o médico ele vos compreenderá.
    Em último caso desabafem na net para todos ouvirem ou gritem numa praia deserta.
    Mas encarem esses sentimentos como normais.
    Tenho a certeza que mais tarde vão se rir disso como eu me rio agora.
    Um beijo grande e felicidades para esses bebés lindos.
    P.S. - vão fazer compras para a criança, ajuda a relaxar.

     
  • At 11:12 AM, Anonymous Anónimo said…

    eu tb ando triste pq tou a engordar muito e sou fumadora e tnho muito medo que faça mal ao meu bebe

     
  • At 10:48 PM, Anonymous Anónimo said…

    Oi, me chamo Soraia e estou grávida de 5 meses. Tenho passado tanto nervoso, é uma tristeza tão imensa. Apesar de tudo, o que mais quero é meu filho comigo, mas tenho me sentido perseguida pelo medo de tudo que estou passando fazer mal ao meu bebê. Alguém que tenha uma experiência idêntica pode me ajudar? Será que meu filho pode nascer com problemas por causa disso? O que faço para me controlar? Me culpo por isso, mas é difícil; sou humana e também sinto as coisas que estou passando.

     
  • At 12:38 PM, Anonymous Anónimo said…

    Oi, Soraia!
    Eu tive uma gravidez bem complicada, não a nível fisico, mas a nível psicológico... Não foi um bébé planeado e, obviamente, a gravidez não foi muito bem aceite pelo pai da criança, que inventou mil e um motivos para fugir à responsabilidade, chegando até a insinuar que o bébé não era dele.

    As minhas contrações eram de origem nervosa e começaram aos quatro meses de gravidez... A médica dizia que o meu corpo poderia acabar por expulsar a bébé se eu não me acalmasse, mas o pai da minha criança fazia-me a vida negra. Nós não éramos casados e nem sequer vivíamos juntos, e eu não quis casar "à pressa" nem ir viver com uma pessoa que só pensava nela própria, como era o caso dele. Nunca iria sujeitar a minha filha a viver num inferno de gritos e acusações! Mas a minha família também me aconselhou a não me afastar dele "para o bem da bébé", uma vez que ela tinha direito a ter um pai... E eu "engoli muitos sapos" (poderia escrever um livro sobre como sobreviver a uma dieta de "sapos")da parte dele, que chegou a acusar-me de ter engravidado para o "prender" (esquecendo-se que tinhamos tomado precauções para que isso não acontecesse) e da parte da minha família e amigos, que me achavam inconsequente por ter engravidado de um irresponsável (pois é, mas que culpa tenho eu se o preservativo não cumpriu o seu papel?) e nem me ouviam, quando eu explicava que tinha sido um acidente, porque nunca teria escolhido semelhante criatura como pai dos meus filhos...

    Os sentimentos foram muito contraditórios durante a gravidez, sobretudo porque me sentia tremendamente culpada pelo sentimento de rejeição que eu tinha pela minha filhota... Sentia que estaria irremediavelmente presa a um egoísta pelo resto da vida (ou até a minha filha ser maior e decidir por si própria) por causa do bébé e, ao mesmo tempo, sentia remorsos por estar a culpabilizar uma criança por algo de que ela não tinha culpa...
    Pensei em abortar, achava horrível não sentir o amor que deveria estar a sentir por aquele bébé que crescia dentro de mim... Corria para a ginecologista e queixava-me de não ser uma mãe normal por causa disso. Ela sossegava-me e dizia-me que era o meu sistema de auto-defesa a agir e que seria diferente quando a sentisse mexer-se dentro de mim... Não foi! Mais uma vez corri para a ginecologista (que também era obstetra) a queixar-me, um acto que se repetiu frequentemente durante a gravidez... Achava que tudo ia correr mal, que estava a pôr tanto stress em cima da minha filha que ela viria com problemas neurológicos ou, pior ainda, "deficiente"...

    A minha filhota nasceu no dia previsto e, quando a puseram sobre mim, tudo isso ficou para trás... foi tão estranho ser observada (sim, eu senti-me observada) por aquele pedacinho de gente tão pequenino, que não tirou os olhos de cima de mim durante as duas horas que durou o recobro, como se dissesse: "Ah, então és tu a minha mamã?" As emoções foram tão fortes que tudo aquilo que eu passei ficou guardado na zona mais escura e escondida da minha memória! E o amor por aquele pedacinho de mim veio como se se tratasse de um tsunami, uma onda enorme de amor, carinho, ternura, sentimento de protecção... Só quem é mãe entende ente sentimento tão grande... dizer que é só amor, soa a tão pouco... Porque é muito mais do que isso, é um sentimento que ainda não tem (nem nunca terá) uma palavra que o descreva totalmente...

    Por isso, força! Todas essas dúvidas, receios, rejeições, angústias etc, são normais... Lá no fim, depois de toda essa tempestade, está a bonança que o amor pelo nosso bébé nos traz, e a força que esse amor nos dá torna-nos as mais lindas,as mais poderosas, as super-mulheres que sempre fomos e não sabíamos!
    Muita força mesmo... Os erros vão acontecer, seguramente, pois ninguém é perfeito... Mas a natureza faz com que saibamos dentro de nós o que fazer com as nossas crianças, afinal o nosso corpo é que as sustentou e formou, conhece-as melhor do que ninguém...
    Um beijinho para ti e para todas as mamãs que se sentem culpadas, que estão tristes e que não sabem como dar resposta a tantas dúvidas!

    Lia (sim, Cláudia, eu sei que já reconheceste a minha história, sou mesmo a tua prima! :-) )

     
  • At 1:35 PM, Anonymous Anónimo said…

    Fiquei gravida através da FIV. Queria apenas um filho, mas tem tres aqui dentro. Estou bastante preocupada com a gravidez, além do mais estou sentindo uma profunda tristeza, como se tivesse sido abandonada. Estou tendo pequenas complicações neste segundo mês, e esperava mais do meu marido, mas os homens não são como a gente espera. E o pior é que a gente nunca se acostuma, sempre tem esperança de que eles possam ser menos egoístas. Já cheguei até a me arrepender de ter feito a FIV. Talvez melhor seria adotar uma criança, mas agora já era! Sinceramente não estou empolgada com esta gravidez. Espero que este sentimento mude no decorrer do tempo. É a pior coisa que uma mulher pode sentir! Estou arrasada! Me ajudem, por favor!

     
  • At 2:05 AM, Blogger Jessica said…

    Olá,so a Jessica ...Nossa,maravilhoso foi esse depoimento da Soraia,estava me snetindo muito triste,não pelo meu bebê mais sim pela situação.Minha gravides não foi planejada,mas mesmo assim resolvi assumi-la,mesmo sabendo que não iria ser nada facíl.Eu era a esperança do meu pai,acho que ele me amava demais,sim me amava pois hoje ele não fala comigo pois tenho 18 anos e não sou casada apenas namoro.Meu namorado está feliz e me apoiando,minha mãe também está feliz agora e minhas irmas também....Mas não me sinto bem,sinto muita culpa por está fazendoo toda a minha familia passar por isso,a ultima coisa que eu queria em minha vida,era magoa-los.Amo o meu bebê,mas me sinto triste por tudo isso....As vezes me sinto muito só,e ultimamente nada me anima como antes.

     
  • At 12:31 PM, Anonymous sueli said…

    oi,sou sueli tenho 27 anos tenho dois filhos e estou gravida de 3 meses.
    queria dizer a todas as mamães q um filho é a nossa maior alegria q não devemos sentir culpas de nada.pois ja me senti assim na primeira gravidez,só tinha 15 anos mas hoje com passar dos anos posso garantir q a gravidez foi a melhor coisa q me aconteceu pois amo meus filhos..
    pesso q cada mamãe ame seus filhos como ama a si própria e não sentem culpadas de nada pois eles são uma benção de deus......

     
  • At 2:47 PM, Anonymous Anónimo said…

    OLá!Estou grávida de aproximadamente dois meses,e moro com o meu marido há três anos.Meus pais sempre foram contra o meu casamento,queriam que eu fizesse faculdade e tudo mais,eu até que comecei a faculdade mas vou ter que trancar por enquanto por causa do bebê que vai chegar.Eu estou muito triste pois ao contar p/ meus pais que estava grávida,eles me disseram coisas horríveis e repreenderam muito,eu fiquei quase um dia inteiro ouvindo eles em silêncio enquanto me maltratavam.Meu marido está muito feliz mas eu não.Ás vezes penso em coisas horríveis,e depois fico com medo de Deus me castigar pelo que pensei.Eu estou com enjôo e estou me sentindo péssima por que antes de ficar grávida,eu malhava e estava atingindo o meu objetivo para o meu corpo,e há uma semana que não frequento a academia,estou me sentindo muito feia pois sou muitíssimo vaidosa.Enfim,eu não tenho com quem desabafar estes sentimentos,e é por isso que decidí compartilhar com vcs,quem sabe alguém possa me confortar?Obrigada.

     
  • At 2:48 PM, Anonymous Anónimo said…

    OLá!Estou grávida de aproximadamente dois meses,e moro com o meu marido há três anos.Meus pais sempre foram contra o meu casamento,queriam que eu fizesse faculdade e tudo mais,eu até que comecei a faculdade mas vou ter que trancar por enquanto por causa do bebê que vai chegar.Eu estou muito triste pois ao contar p/ meus pais que estava grávida,eles me disseram coisas horríveis e repreenderam muito,eu fiquei quase um dia inteiro ouvindo eles em silêncio enquanto me maltratavam.Meu marido está muito feliz mas eu não.Ás vezes penso em coisas horríveis,e depois fico com medo de Deus me castigar pelo que pensei.Eu estou com enjôo e estou me sentindo péssima por que antes de ficar grávida,eu malhava e estava atingindo o meu objetivo para o meu corpo,e há uma semana que não frequento a academia,estou me sentindo muito feia pois sou muitíssimo vaidosa.Enfim,eu não tenho com quem desabafar estes sentimentos,e é por isso que decidí compartilhar com vcs,quem sabe alguém possa me confortar?Obrigada.

     
  • At 12:55 AM, Anonymous Anónimo said…

    Olá,
    estou gravida de 4 meses, não foi uma gravidez planejada além do mais de uma historia de 8 meses onde nos conheciamos somente por internet e quando viemos a nos conhecer de verdade engravidei. Graças a Deus ele não me decepcionou em nada, ate parece que queria mesmo que eu engravidasse, ficou muito feliz. Agora vivemos uma historia a distancia. Depois da minha gravidez ele retornou ao Brasil pela segunda vez, passou 3 semanas comigo, fizemos juntos a ultra som e ele estava radiante de ver nosso minuscolo bebê...
    Agora ele está longe de novo e isso me deixa insegura, apesar de toda atenção possivel q ele me da, me ligando todos os dias e me apoiando economicamente... mesmo assim em momento que eu sinto muito a falta dele eu choro e fico culpando meu bebê por eu esta nessa situação porque eu odeio essa sensação de impotencia e acho que tudo é culpa do bebê, não sei porque mas penso isso. As vezes falo com ele e digo: "se eu não estivesse com voce na minha barriga eu terminaria tudo com ele e acabava com esse sofrimento causado pela distancia e pela saudade."
    Eu não me impolgo com o bebê, eu so penso no meu namorado, somente nele.
    Eu me sinto muito culpada com isso, por esses pensamentos. Meu bebê sente tudo isso??

    Eu precisava desabafar.

    F.N.F

     
  • At 12:16 AM, Anonymous Anónimo said…

    Estou grávida de 5 meses e o pai do bebê, me deixou. Não sou casada, namoravamos e pretendiamos morar juntos, mas agora ele desistiu. Não do filho , mas de mim. Mas estou sofrendo muito, sinto muito sua falta e sonho em voltar com ele, mas sinto q não me deseja mais. Perdi o interesse pelas coisas de bebê, por mais q minha familia está me dando apoio, eu não consigo me sentir feliz. Isso é só um desabafo.

     

Enviar um comentário

<< Home