Imaginemos o seguinte... eu, mamã, detestava o Carnaval e toda esta época. Mascaro ou não mascaro o meu filho?
Não é bem o caso. Até consigo tirar algum gozo desta época... mas tenho amigos que não gostam do Carnaval e que até mascaram os respectivos filhotes e vão passear com eles.
Mas ponho-me a pensar neste tipo de coisas. Não falo só do Carnaval. Falo do Natal, das compras do Natal, do ter medo ou não de cães, do passear nas montanhas, do ir à praia, de ir ao teatro, a um espectáculo, visitar amigos, ter medo de alturas e muitas outras coisas...
Tenho esta teoria que os filhos seguem demasiado os pais, por vezes. Principalmente quando são muito pequenos.
Se, por exemplo, um pai tem medo de cães, o filho inicialmente pode ter medo de cães, pois se não se aproxima deles porque o próprio pai não consegue...
A questão é... os pais devem ou não fazer um esforço?
Não sou muito apologista de 'impingir' os nossos gostos às crianças (não falo de valores, nem educação, falo dos nossos gostos em geral).
Mas não creio que seja 'bom' não levar um filho meu à praia só porque eu não gosto de praia. Até porque é quase certo que a praia tem alguns benefícios, quando bem 'utilizada'.
É que eu tenho a ideia que alguns dos gostos criam-se. Posso estar errada, mas conheço alguns casos de medos ou de gostos que os próprios filhos adquiriram porque os pais não gostam disto ou daquilo...
E tenho algum receio, como mãe recente que sou que, não mostrando o que são certas coisas mais cedo, o meu filho venha a adquirir gostos idênticos aos meus, simplesmente porque são meus.
O mascarar um filho... se não gosto do Carnaval, não devo mascará-lo? E se depois acabar por não gostar desta época porque não soube o que era andar mascarado antes?
E se o mascarar? Será que ele vai odiar tanto um dia mais tarde, que vai acabar por não gostar também?
Isto de ser mãe tem muito que se lhe diga... ;)